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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

História

A crise de 1929 desestabilizou toda a estrutura. O capitalismo ocidental refluiu e, então, passou a ser marcado pelas inúmeras falências, pelo desemprego ascendente e, principalmente, pelo refluxo do mercado internacional- fundamental à economia agrário-exportadora brasileira. Os preços dos produtos agrícolas desabaram. O PIB, pautado no café, obviamente, também despencou e, rapidamente, as reservas em ouro nos mercados internacionais foram consumidas pelo Estado. O caos instaurado deu à oposição esperança de vitória na sucessão a Luiz. 
A constituição Promulgada de 1934, apesar de liberal e democrática, tinha muito do nacionalismo varguista, uma de suas maiores marcas. Seus principais pontos foram:
I. Presidencialismo sem reeleição, eleição por voto direto;
II. Incorporação do novo código eleitoral;
III. Nacionalização da impresa e das companhias de seguro;
IV. Estatização de empresas que contribuíssem para a manutenção da "segurança nacional";
V. Nacionalização gradativa dos bancos de depósito;
VI. Incorporação das medidas tomadas pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, como a regulamentação de sindicatos plurais, do trabalho, repouso senanal obrigatório, férias remuneradas, licença maternidade, indenização em caso de demissão.
Vale destacar que a escolha de um presidente, segundo a nova Carta Magna, seria direta. A exceção seria o mandatário seguinte, que seria apontado por um colégio eleitoral. E como era de se esperar, o escolhido foi Getúlio. Tinha inicio a fase constitucional de seu governo.
A força antagônica à AIB era a Aliança Nacional Libertadora (ANL). Representando os ideais da esquerda internacional e dos democratas no Brasil, os aliciancistas tinham como presidente de honra Luiz Carlos Prestes e defendiam as seguintes propostas:
I. Anti - imperialismo;
II. Reforma agrária ampla, abrangendo inclusive as grandes propriedades;
III. Moratória da divida externa;
IV. Pluripartidarismo;
V. Respeito às liberdades individuais; 
VI. Nacionalização das empresas estrangeiras que não se subordinassem ao governo por eles propostos.
*O departamento de Imprensa e propaganda (DIP) esteve ligado ao controle ideológico do regime, seja por meio da censura, impedindo a veiculação de notícias nocivas à imagem do presidente, seja na exaltação de valores como o trabalho, o nacionalismo e a própria imagem do dirigente. Nesse sentido, foi determinante o uso do rádio, maior veículo de comunicação da época, especialmente no programa Hora do Brasil, que, desde 1938, passou a ter veiculação obrigatória, noticiando realizações do governo. Tal estratégia aproximava o povo de seu presidente, forjando a imagem de Getúlio como "o pai dos pobres", "salvador da nação brasileira". Vake ressaltar que o programa radiofônico vai ao ar até os dias de hoje, com o nome de Voz do Brasil.
*Getúlio sinalizou a intenção de formar uma siderúrgica nacional( durante a Segunda Guerra Mundial), mas sem abandonar a ideia de cooptar recursos internacionais. O resultado foi a inauguração da Companhia Siderúrgica Nacional, em julho de 1940, a partir da mescla de capital nacional com créditos emitidos pelo Eximbank, agência oficial de créditos norte-americana. A CNS, portanto, era uma empresa de economia mista, mas controlada pelo Brasil, já que a maior parte do capital era estatal. Ainda assim, a ação do governo norte americano do presidente Franklin Roosevelt revelava com nitidez a chamada "política de boa vizinhança". Tal política tinha por objetivo afastar o Brasil da esfera de influência do Eixo, sobretudo da Alemanha e do comunismo. E não se limitou apenas ao auxílio financeiro. Foi a partir dela, por exemplo, que figuras como Carmem Miranda e Zé Carioca foram alçadas por Hollywood à condição de superstars e elos entre as duas culturas. 

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